Lembro-me de estar tudo à minha espera… de me arranjar sem vontade nenhuma…
Lembro-me da camisola lilás a três quartos, das calças de ganga azul deslavado, largueironas… das sandálias de borracha, a chinelar… de apanhar o cabelo num rabo-de-cavalo e da fita cheia de cor no cabelo. A seguir, os brincos, azuis, recordação do sudoeste do mês anterior.
Lembro-me de estar frente ao espelho e pensar que não me apetecia nada… mas pelo Zé, tinha de ser!
Saímos de casa… A noite começava a prometer animação!
Snack-bar A. … íamos ver a Maria … quem quer que ela fosse! Lembro-me das conversas… das tuas teorias… do teu à vontade … do vazio partilhado com o Zé… do pé engessado! Lembro-me dos quatro jarros de sangria tinta, entremeados com supertubos, pastéis de nata e afins… Lembro-me de rir, muito!... de chorar… de estar feliz! A noite estava a ser única! Decidimos mudar de paragem… Abastecemos sangria, a noite não acabava ali! Íamos até ao Brunos…
Lembro-me de chegarmos ao carro… da “má disposição” da Táta… da menina com o chapéu de cowboy… Entrámos no carro. Passei para a frente - o Zé precisava de esticar a perna. Paragem estratégica junto ao sinal luminoso do burro de Ferrel.
Chegámos ao Brunos e saímos só os dois.
Lembro-me de andar sobre o estrado de madeira cheio de areia e humidade e de ter medo de escorregar. Entrámos e conversámos… e conversámos… e conversámos… quase não bebemos… estávamos bem!
Lembro-me de sentir algo cá dentro, um turbilhão de tudo e de nada… Uma culpa de te estar a conhecer tanto! Tão depressa! Lembro-me de pensar para mim própria que não fazia mal, que queria apenas conhecer-te! Que era inofensivo e que no dia seguinte, tudo estaria como antes.
Lembro-me da tua frase… da primeira… e da minha resposta! Aquela que me saiu da boca sem pensar, sem medir… sem sequer sonhar que, um dia, estaríamos aqui!
Decidimos voltar ao carro, ver se a Táta estava melhor… Lembro-me, novamente do estrado de madeira e aí, à volta, de me agarrares para que eu não caísse… afinal, o meu pé ainda não estava sarado!
A Táta e o Zé conversavam… na medida do possível… Decidimos ficar! Ouvíamos música e conversávamos, conversávamos de tudo e de nada mas continuávamos a conversar!
Mais uma vez nessa noite, começou a chuviscar… De repente, “A” música… fechei os olhos e fugi para dentro de mim… para qualquer lado… Fizeste-me sair do carro e dançámos, os dois… à chuva!
Lembro-me das minhas pernas cansadas… do beijinho… Lembro-me dos teus olhos… dos meus pés… do meu sorriso… A noite que, queria eu, fosse assim… eterna… acabou! Regresso a casa.
Lembro-me de me cobrares o que te tinha prometido… de sair do carro… de saíres do carro… do local exacto onde, pela primeira vez, o meu corpo sentiu o teu. Lembro-me daquele abraço… da minha cabeça no teu ombro, do meu nariz no teu pescoço… os teus braços à minha volta, apertadinhos! Lembro-me de sentir que, nesses breves momentos, para mim, todo o Mundo parou! E naquele abraço existimos apenas tu e eu! Só havia o teu cheiro, só existia a tua respiração… e eu… quase chorei…
Lembro-me de adormecer exausta… de dormir duas horas, de acordar cheia de energia, como se tivesse tido uma noite inteira de sono reparador e de, de repente, pensar: “Será que ele já está acordado?”…
Parabéns amor!
Lembro-me da camisola lilás a três quartos, das calças de ganga azul deslavado, largueironas… das sandálias de borracha, a chinelar… de apanhar o cabelo num rabo-de-cavalo e da fita cheia de cor no cabelo. A seguir, os brincos, azuis, recordação do sudoeste do mês anterior.
Lembro-me de estar frente ao espelho e pensar que não me apetecia nada… mas pelo Zé, tinha de ser!
Saímos de casa… A noite começava a prometer animação!
Snack-bar A. … íamos ver a Maria … quem quer que ela fosse! Lembro-me das conversas… das tuas teorias… do teu à vontade … do vazio partilhado com o Zé… do pé engessado! Lembro-me dos quatro jarros de sangria tinta, entremeados com supertubos, pastéis de nata e afins… Lembro-me de rir, muito!... de chorar… de estar feliz! A noite estava a ser única! Decidimos mudar de paragem… Abastecemos sangria, a noite não acabava ali! Íamos até ao Brunos…
Lembro-me de chegarmos ao carro… da “má disposição” da Táta… da menina com o chapéu de cowboy… Entrámos no carro. Passei para a frente - o Zé precisava de esticar a perna. Paragem estratégica junto ao sinal luminoso do burro de Ferrel.
Chegámos ao Brunos e saímos só os dois.
Lembro-me de andar sobre o estrado de madeira cheio de areia e humidade e de ter medo de escorregar. Entrámos e conversámos… e conversámos… e conversámos… quase não bebemos… estávamos bem!
Lembro-me de sentir algo cá dentro, um turbilhão de tudo e de nada… Uma culpa de te estar a conhecer tanto! Tão depressa! Lembro-me de pensar para mim própria que não fazia mal, que queria apenas conhecer-te! Que era inofensivo e que no dia seguinte, tudo estaria como antes.
Lembro-me da tua frase… da primeira… e da minha resposta! Aquela que me saiu da boca sem pensar, sem medir… sem sequer sonhar que, um dia, estaríamos aqui!
Decidimos voltar ao carro, ver se a Táta estava melhor… Lembro-me, novamente do estrado de madeira e aí, à volta, de me agarrares para que eu não caísse… afinal, o meu pé ainda não estava sarado!
A Táta e o Zé conversavam… na medida do possível… Decidimos ficar! Ouvíamos música e conversávamos, conversávamos de tudo e de nada mas continuávamos a conversar!
Mais uma vez nessa noite, começou a chuviscar… De repente, “A” música… fechei os olhos e fugi para dentro de mim… para qualquer lado… Fizeste-me sair do carro e dançámos, os dois… à chuva!
Lembro-me das minhas pernas cansadas… do beijinho… Lembro-me dos teus olhos… dos meus pés… do meu sorriso… A noite que, queria eu, fosse assim… eterna… acabou! Regresso a casa.
Lembro-me de me cobrares o que te tinha prometido… de sair do carro… de saíres do carro… do local exacto onde, pela primeira vez, o meu corpo sentiu o teu. Lembro-me daquele abraço… da minha cabeça no teu ombro, do meu nariz no teu pescoço… os teus braços à minha volta, apertadinhos! Lembro-me de sentir que, nesses breves momentos, para mim, todo o Mundo parou! E naquele abraço existimos apenas tu e eu! Só havia o teu cheiro, só existia a tua respiração… e eu… quase chorei…
Lembro-me de adormecer exausta… de dormir duas horas, de acordar cheia de energia, como se tivesse tido uma noite inteira de sono reparador e de, de repente, pensar: “Será que ele já está acordado?”…
Parabéns amor!
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